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Postado em 8 December 2007 às 8:37pm na categoria Polifenóis, Vinho e a Saúde. Você pode seguir qualquer respostas através do RSS 2.0 feed.

O Álcool e os Polifenóis

Postado em 8 December 2007 às Polifenóis, Vinho e a Saúde

O que torna o vinho tão especial, tão diferente de todas as outras bebidas são os polifenóis.
Mais especificamente é a relação harmônica dos polifenóis com os outros componentes do vinho, sobretudo com o álcool. É justamente esta afinidade a grande responsável pelas virtudes terapêuticas desta bebida/alimento que a torna tão espetacular.


Os polifenóis existem no reino vegetal com a função de defender as plantas. São eles que protegem os vegetais dos ataques físicos como o dos raios solares (ultravioletas) e dos ataques biológicos como os dos fungos, dos vírus e das bactérias. Estrategicamente os polifenóis estão concentrados nas folhas, cascas e sementes dos vegetais para que eles cumpram com eficiência esse papel. Eles são eficientes nesta nobre função porque têm um efeito antioxidante e antibiótico muito marcado e potente. É justamente destes efeitos que advêm as virtudes terapêuticas.


Os polifenóis identificados no vinho provém entre 90 e 95% das cascas e sementes das uvas. Os vinhos tintos são fermentados na presença das cascas e sementes das uvas, ao contrário dos brancos que, quando inicia a fermentação, separam-se esses elementos. O álcool é o melhor solvente (extrator) dos polifenóis. Desse modo é fácil entender porque os vinhos tintos são mais ricos em polifenóis e, como regra, têm mais benefícios para a saúde.


Estudos médicos sobre os efeitos de vinho e de outras bebidas alcoólicas sobre saúde humana mostram várias virtudes terapêuticas para o vinho.
Os vinhos brancos embora tenham menos polifenóis também têm algumas virtudes terapêuticas que são muitos interessantes. Eles, de uma maneira geral, são mais diuréticos, desintoxicantes e ricos em potássio, cálcio e magnésio. Os polifenóis no vinho branco são em menor quantidade, mas com uma grande capacidade antioxidante. Foi observado que pessoas que têm o hábito regular de beber vinho branco moderadamente junto com as refeições têm uma melhor função pulmonar, esse estudo foi feito na Universidade de Búfalo em Nova York.

 


É bem sabido que função pulmonar tem relação direta com qualidade e quantidade de vida. Existe um estudo feito no Instituto do Coração, em São Paulo que compara o efeito do
vinho tinto (bebida rica em polifenóis e álcool) e do suco de uva (bebida rica em polifenóis, porém sem álcool) na formação de placas de gorduras na artéria aorta (a principal do organismo). Neste estudo coelhos foram tratados com uma dieta rica em gorduras por 12 semanas e divididos em três grupos. Um grupo recebia além da dieta água, o outro suco de uva e o terceiro vinho tinto. No final de 12 semanas os coelhos foram sacrificados. Foi comparada a quantidade de placas de gorduras na artéria aorta de todos os coelhos. O que se encontrou foi que os coelhos que tomaram água tinham 70% da área da artéria aorta com placas de gordura, os que tomaram suco de uva (bebida rica em polifenóis, mas sem álcool) tinham 47% da área da artéria comprometida com placas de gordura e os que receberam vinho tinto (bebida rica em polifenóis e mais o álcool) apenas 38% da área da artéria aorta com gorduras.


Uma pesquisa que visou comparar o efeito do vinho tinto (bebida alcoólica rica em polifenóis) com um destilado (bebida alcoólica sem polifenóis) no organismo humano foi feita com 40 homens sãos, com idade média de 37 anos. Todos receberam durante 30 dias o equivalente a 30g de álcool, numa etapa como vinho tinto e em outra como bebida destilada. Nos dois períodos de estudo foram medidos alguns marcadores de aterosclerose (quando o colesterol sofre ação dos radicais livres, se oxidam e vão se aderindo com células às paredes dos vasos sangüíneos de maneira a formar placas que acabam por obstruir-los).


Esta pesquisa evidenciou um efeito protetor ao desenvolvimento de aterosclerose para ambas as bebidas, mas significativamente maior para o vinho tinto. Enquanto o destilado diminuiu a adesão de células na parede dos vasos em 39% o vinho tinto diminuiu em 96%.
Estes estudos, pinçados entre milhares, servem para ilustrar a fantástica relação de harmonia que existe entre os componentes do vinho, especialmente dos polifenóis com o álcool. É justamente esta relação, que pode ser tão diversa e harmônica, é que faz do vinho um alimento e uma bebida tão especial e diferente de qualquer outra, por isso a saúde adverte, beba com moderação, freqüentemente.

 

3 Comentários to “O Álcool e os Polifenóis”

  1. Simone Says:

    Fica evidente o benefício do vinho tinto através dos estudos e análises, mas acho meio inútil a utilizaçao de animais como experimento, já que no outro estudo não precisou sacrificar os 40 homens para mostrar os resultados.
    Penso que a população brasileira ainda não tem conhecimento destes benefícios, seria importante a divulgação. Além disso, o Brasil está entre os campeões de mortes por doenças cardiovasculares.
    Parabéns pelo site, será recomendado.

  2. CLAUDIO CHAMORRO Says:

    PREZADOS SENHORES
    APRECIO MUITO O VINHO TINTO MAS APÓS ENGERI-LOS PERCEBO QUE MEU INTESTINO SOFRE ALTERAÇÃO (fica preso) AO LER A RESPEITO ENTENDI QUE JUSTAMENTE OS TINTOS POSSUEM polifenóis EXTRAIDO DA CASA DAS FRUTAS E O QUE MEU INTESTINO NÃO SUPORTA BEM – PERGUNTO EXISTE VINHO TINTO COM TEOR MENOR DE POLIFENOIS OU SEREI OBRIGADO A TOMAR SÓ O BRANCO – E PELO TIPO DA UVA SERIA POSSIVEL IDENTIFICA-LOS
    DESDE JÁ AGRADEÇO UMA RESPOSTA
    CORDIALMENTE
    CLAUDIO CHAMORRO
    ÁS 15:14 DE 25-6-2010

  3. Michelle Says:

    Olá, gostaria de saber se existe algum modo de comprar esses polifenóis já isolados, para fim de pesquisa.
    Grata.

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